Trocar ideias francas e límpidas. Tomar posições transparentes com lisura e lealdade. Exercer o pensamento como uma arte amorosa, e não como um instrumento de guerra e de ódio. Esses princípios – tão necessários e mesmo inadiáveis no Brasil fraturado e desgovernado em que vivemos – regem o projeto “Diálogos Urgentes: uma indagação do real”, que se inicia nesse mês de junho de 2021.

A cada encontro, dois convidados – sempre com a regência de dois mediadores, José Castello e Flávio Stein. Os “conversadores” não se apresentam só como especialistas – na filosofia, na literatura, nas ciências, nas religiões. Nós os recebemos, antes de tudo, como cidadãos. Seres humanos que habitam nosso convulso presente. Em cena, eles se encontram para exercitar a arte do diálogo. Na esperança não de dissolver e camuflar suas divergências e contrastes, mas, ao contrário, de experimentar novos laços, pontes e conexões entre 
suas diferenças.

“Diálogos urgentes” traz à cena, antes de tudo, uma necessidade simples e premente: a da conversa sincera e digna. Uma interlocução direta, mas sábia, que privilegie a serenidade, a honestidade e o brio intelectual. Encontros não em busca de respostas prontas e definitivas, mas à procura de perguntas, que se multipliquem em novas perguntas e que, assim, ampliem e potencializem – em um tempo de brutalidade, negação e cegueira – a arte de pensar.


Uma vez ao mês, dois convidados vindos de campos distintos do conhecimento, ao lado de dois mediadores, se reunirão em roda para trocar ideias. Que terão como eixo uma pergunta simples, mas aguda, que trate de nossos desafios cotidianos e de nossas perplexidades contemporâneas.


Solidão ou Conexão?
Ódio ou Empatia?
Decepção ou Euforia?
Medo ou Coragem?

Que o diálogo nos alimente e nos ajude a compreender e a conviver melhor com o país em que vivemos. Que nos ajude a reconstruí-lo. E que, sobretudo, possa nos ajudar a desenhar novos caminhos e perspectivas para o presente.


Desde já, estão todos convidados!

CONVERSADORES ANFITRIÕES

José Castello é escritor e jornalista. Colunista do suplemento “Pernambuco”, do Recife, e do mensário “Rascunho”, de Curitiba. Foi colunista do “Prosa & Verso”, de O Globo, e cronista do “Caderno 2”, de “O Estado de S. Paulo”. Autor, entre outros, do romance “Ribamar” (Bertrand Brasil, 2010) e de “Dentro de mim ninguém entra” (Editora Berlendis, 2015).

Mediador de leitura, leitor público, músico e encenador teatral. Formado em Letras, com ênfase em Estudos Literários, e com mestrado em processos de leitura pela UFPR. Formado pelo Conservatório Musical Brooklin Paulista, atua também nas áreas de Música, Teatro e Ópera como diretor musical, teatral e dramaturgista, tendo participado de mais de 50 espetáculos no Brasil e no exterior.

CONVERSADORES CONVIDADOS

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21 DE SETEMBRO, TERÇA-FEIRA, ÀS 19H

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MEDO OU CORAGEM?

REALIZAÇÃO

APOIO

Missionária oficial da tradição Soto Shu do Zen Budismo e primaz fundadora da Comunidade Zen Budista Zendo Brasil. Foi ordenada monja em 1983 e viveu 12 anos no Japão antes de retornar ao Brasil em 1995. Em 2001 fundou a Comunidade Zen Budista, em São Paulo. Participa de diversas atividades públicas promovendo o princípio da não violência ativa e da cultura de paz. 

Milton Hatoum nasceu em Manaus (1952). Formou-se em arquitetura na USP e foi professor universitário. É autor dos romances “Relato de um certo Oriente”, “Dois irmãos”, “Cinzas do Norte”, “Órfãos do Eldorado”, “A noite da espera” e “Pontos de fuga”. Sua obra, publicada em quinze países, recebeu diversos prêmios, como o Jabuti, Livro do Ano, Bravo!, APCA e Portugal Telecom.